Construção Civil na Bahia Cresce, mas Falta Mão de Obra


Com o crescimento do mercado imobiliário, a construção civil baiana sofre com a carência de mão de obra qualificada. De acordo com o diretor técnico da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-BA), Luciano Murici, o déficit de trabalhadores nessa área chega a dez mil pessoas em Salvador e Região Metropolitana.  Segundo ele, a deficiência vai de pedreiro até engenheiro, passando por eletricistas, carpinteiros, encanadores, mestres de obras, entre outros.

Segundo Carlos Marden, a falta de qualificação profissional no setor está acontecendo porque a mão-de-obra qualificada vem sendo absorvida no interior ou sendo levada para lugares onde o salário é maior, como o Rio de Ja­neiro, por exemplo”, explica.

Por outro lado, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e Madei­ra (Sintracom), Luís Cláudio Belon, diz que as construtoras preferem não contratar funcionários com mais de 35 anos ou baixa escolari­dade. “Há profissionais, sim, mas as construtoras exigem demais para contratar. Já existem alguns convênios com o Sesi e o Senai, visando qualificar jovens para este mercado de trabalho”, afirma.

Até dezembro, serão oferecidas  1.520 vagas para qualificação em ocupações prioritárias, como pedreiro, carpinteiro e armador. As aulas ocorrem nos turnos matutino e vespertino e as inscrições estão abertas. “Essa parceria é um esforço para suprir parte da demanda do setor”, explica o presidente do Sinduscon, Carlos Alberto Vieira Lima.

Leão diz ainda que a falta de profissionais cria uma disputa nesta área por pessoas qualificadas. Isto, segundo ele, encarece o preço da força de trabalho. “Há três anos, a mão de obra representava 30% do custo de uma construção. Hoje, chega a 50%”.

No caso dos imóveis, por exemplo, o valor alto, no fim das contas, é repassado para o cliente. Para Leão, o agravante, neste caso, será a dificuldade de comercializar esses empreendimentos. “Se não revertermos a situação, vai chegar a um ponto que o mercado terá dificuldades para vender”, alerta. A preocupação dos empresários do setor imobiliário é  que a elevação do custo da mão de obra nos imóveis atrapalhe o crescimento do setor.

Fonte: Jornal Correio da Bahia e Metrópole

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